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quarta-feira, 2 de março de 2011

Mulheres são 81,5% do magistério da Educação Básica no Brasil



daqui: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/13784/mulheres-sao-815-da-forca-de-trabalho-na-educacao-basica

Só o ensino técnico conta com mais professores do sexo masculino

 Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação


As mulheres compõem 81,5% do total de professores da Educação Básica do País. Em todos os níveis de ensino dessa etapa, com exceção da Educação Profissional, elas são maioria lecionando. De acordo com dados da Sinopse do Professor da Educação Básica, divulgada pelo Ministério da Educação no fim de 2010, existem quase 2 milhões de professores, dos quais mais de 1,6 milhão são do sexo feminino.
Baixe aqui a planilha com os resultados do Censo do Professor
Esse percentual pode ser explicado historicamente, como aponta a socióloga Magda de Almeida Neves, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Segundo ela, a sociedade brasileira associa a função do professor a características geralmente consideradas femininas, como a atenção, a delicadeza e a meiguice. Leia a entrevista aqui.
Esses predicados são comumente associados aos de uma mãe e, para possuí-los não é necessário qualificação profissional. Com isso, os salários do magistério podem ter sofrido impactos, se desvalorizando frente a outras profissões e  fazendo com que a Educação permaneça como um "gueto feminino no mercado de trabalho", nas palavras de Magda.
Divisão nos níveis de ensino
Nas creches, as mulheres ocupam 97,9% das vagas de professor – isso significa que, a cada cem docentes, apenas dois são homens nessa etapa. Por outro lado, na Educação Profissional (o ensino técnico), as mulheres perdem para os homens em número: elas são 45,8%.
Só no Ensino Fundamental a população de professoras soma mais de 1,1 milhão – um total que equivale praticamente à população total de Roraima e do Amapá juntas. Veja na tabela abaixo como se dividem os profissionais da Educação por etapa de ensino:

   Homens no magistério  Mulheres no magistério
Educação Básica 365.395 18,5% 1.612.583 81,5%
   Educação Infantil 11.284 3,0% 358.414 97,0%
      Creches 2.682 2,1% 124.975 97,9%
      Pré-escola 10.054 3,9% 248.171 96,1%
   Ensino Fundamental 245.245 17,8% 1.132.238 82,2%
      Anos iniciais do EF 66.416 9,2% 655.097 90,8%
      Anos finais do EF 207.942 26,5% 575.252 73,5%
   Ensino Médio 165.784 35,9% 295.758 64,1%
   Educação Profissional 31.930 54,2% 26.968 45,8%
   Educação Especial 2.444 7,3% 31.150 92,7%
   Educação de Jovens e Adultos 74.910 28,6% 186.605 71,4%

Concentração nas etapas iniciais
As mulheres estão em maior proporção nos anos iniciais da Educação de uma criança. Conforme as etapas de ensino vão avançando, mais homens passam a lecionar. Isso acontece, segundo Magda, sobretudo porque, no decorrer do ensino formal, diminui a associação do magistério com uma função essencialmente feminina e os salários também se elevam.

Dilma toma café da manhã com Ana e justifica fama de durona


 
Nesta terça, 1º de março, Ana Maria Braga recebeu a ilustre presença de Dilma Rousseff no Mais Você. Em homenagem ao mês da mulher, a presidenta falou sobre sua rotina de trabalho nos primeiros meses de seu governo, a relação com a família, o convívio com o ex-presidente Lula e a paixão por obras de arte. “Sempre gostei de MPB, cinema, de sentar num barzinho e conversar com as pessoas”, contou a mineira que está quebrando um paradigma social para as mulheres. “Quando a mulher assume alguma posição de autoridade, ela é vista como estando um pouco fora de seu papel. Mas isso era até agora. Daqui pra frente as meninas podem querer ser presidentas e vai ser visto como uma coisa normal. Quando você quebra um paradigma a primeira reação é de estranheza, depois as pessoas acostumam”, disse.


DILMA PREPARA RECEITA DE OMELETE


Ana Maria vê Dilma como uma pessoa amiga, longe da fama de durona que ela conquistou na carreira política.“A Dilma é agradável, sorridente, conhecendo mais de perto você percebe a pessoa humana que é e como é”, disse Ana sobre a presidenta, como a mineira prefere nomear o seu posto de maior autoridade política do país. Ela atribui a fama de durona ao fato de ser uma mulher em uma posição de autoridade. “Você já viu algum homem que chega à direção do país chegar lá e ser chamado de duro? É porque são homens. A mulher pode ser frágil fisicamente, mas não necessariamente é menos forte do que o homem por dentro”, disse.

Força ela já mostrou que tem de sobra. Há dois anos, venceu um câncer e seguiu firme na vida política. Na época, a presidenta recebeu o apoio de Ana Maria, que também superou a doença. Dilma agradeceu a solidariedade e disse que aprendeu muito com a apresentadora. “No fim, o que importa é lutar pela vida. Ao lutar pela vida você a valoriza. A solidariedade é um gesto fundamental”, disse. “E o cabelo ficou lindo agora”, brincou Ana. “Eu disse que ele ia crescer, não disse?”, respondeu a presidenta, que tem sido tratada de igual pra igual pelos brasileiros.

“O Brasil é um país especial. No Brasil não tem uma relação de submissão, de se achar menos que as pessoas. Sinto uma relação de igualdade. Me tratam intimamente, conversam como antes e falam com sinceridade, sem querer agradar, fazem sugestões, reclamam, elogiam, contam histórias pessoas... É um país republicano. A relação de igualdade está sempre presente. Não é uma relação de desigualdade”, contou.



CONFIRA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA







Mais Você









UMA VIDA NORMAL FORA DA POLÍTICA
Dilma garante que fora da política, leva uma vida normal. A mineira é apaixonada pela família e tem orgulho da filha, que tem a personalidade forte da mãe. “Ela é zelosa com o que conquistou. É procuradora do Ministério Público do Trabalho, tem os valores dela e preza muito esses valores. Ela prefere se manter mais discreta e mais afastada”, disse. “Tenho sorte porque ela já está na fase de independência. Quando ela era pequena, ligavam pra mim quando eu estava trabalhando. Ela tinha asma e eu tinha que cuidar dela. Hoje tem a família dela. Quando nasce o primeiro filho, a gente fica mais mulher, mais gente”.


Com a agenda lotada, a presidenta mal tem visto o neto Gabriel. “Tenho o visto sistematicamente. É uma relação em que você não tem responsabilidade, mas tem um carinho, um amor infinito”, contou a presidente que no carnaval vai matar a saudade do netinho. “Como eu disse, sou normal. Tenho vontade enorme de ver o meu neto. Não entendia quando as pessoas diziam que tinham que ir pra ficar com o neto. Agora entendo perfeitamente, eu quero ficar com ele. E tudo pode! Se ele quiser que eu carregue, eu carrego. Se tiver que tirar da cama, eu tiro. Não tenho a menor responsabilidade de educar como tinha com minha filha. Uma avó normal...”, contou Dilma, que está sempre acompanhada da mãe. “Minha mãe foi muito solidária em todas as minhas dificuldades, inclusive quando eu fiquei na cadeia”, lembrou.



HERANÇA BÚLGARA E EXPERIÊNCIA MINEIRA
Foi do pai, búlgaro, Dilma herdou o interesse pela cultura e pelas causas sociais. “Meu pai veio para o Brasil porque a Bulgária teve um período de fascismo. Um pouco antes da 2ª Guerra Mundial ele foi pra Europa e depois para América Latina. Primeiro Argentina e depois Brasil. Minha grande influência veio via família da minha mãe, mineira, com experiência de Minas, do Brasil profundo. De falar uai, aquele jeito mineiro de ser”, contou. “Tenho relação afetiva com a Bulgária. Meu pai era bastante forte e achava que todos tinham que estudar.

Gostava de ler aqueles livros que as meninas liam, a Coleção das Moças. Meu pai fazia uma trocá-la pelo Dostoievsky”, lembrou a presidenta, que aos 14 anos ganhou do pai a coleção do Jorge Amado. “Ele foi muito importante na minha vida, valorizou uma coisa que todos os pais e mães devem valorizar nas crianças e jovens, o estudo. É uma forma de conhecer o mundo e ser uma pessoa melhor tanto pra você quanto pros outros”. Dilma contou que tem paixão por livros e adora cheirá-los. “Se quiser me dar imenso prazer, me deixa numa livraria. Faço outras compras como todas as mulheres, mas amo livros. Aquele cheiro da página nova, aquela imensa surpresa quando você lê um livro. É como conhecer o mundo, conhecer um lugar em que você nunca esteve”, contou com brilho nos olhos. A militância também foi herança do pai, que queria justiça no mundo. “Ele transferiu isso pra mim, os pobres são iguais a gente, tem que ter ética em relação às pessoas que mais precisam”.

Lula estreia em palestras com maior cachê do país


Ex-presidente receberá cerca de R$ 200 mil por participação em eventos
Petista foi contratado pela coreana LG; para assessor, seu papel é animar vendedores e “trabalhar autoestima”
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Dois meses depois de deixar o Planalto com popularidade recorde, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreia hoje no circuito de palestras para executivos.
Segundo fontes do mercado e do PT, ele cobrará o cachê mais alto do país: cerca de R$ 200 mil por participação em eventos de negócios.
A fala inaugural será em São Paulo, em feira da coreana LG Electronics. Lula e a empresa não quiseram divulgar as cifras do contrato.
“Sem dúvida, ele será o palestrante com o valor mais alto do Brasil”, diz Priscila David, diretora da agência Palavra Speakers Bureau, que representa estrelas do ramo como jornalistas de TV e ex-presidentes do Banco Central.
De acordo com ela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também liderou o mercado de palestras após deixar o governo. Hoje, seu cachê chegaria a R$ 150 mil.
AUTOESTIMA
O diretor do futuro Instituto Lula, Paulo Okamoto, disse que o chefe cobrará o preço de um “líder que é respeitado em todo o mundo”.
“Lula é uma figura global, tem muita credibilidade. Ele vai contar sua experiência e trabalhar a autoestima do pessoal”, afirmou.
“Este é o papel de um ex-presidente, animar as coisas. Lula ajudou os brasileiros e ainda tem muito a contribuir com as causas da paz e da democracia. Ele quer elevar a autoestima do país.”
O assessor já negocia palestras nos próximos meses, no Brasil e no exterior. “Estamos sendo procurado por empresas que querem animar os vendedores, se posicionar no mercado e ouvir o que o Lula tem a dizer.”
Segundo Okamoto, Lula usará o dinheiro para “dar conforto à família” e “continuar fazendo política” sem o salário do governo. Ele já recebe R$ 13 mil mensais do PT.
A criação do instituto e do memorial sobre a trajetória do petista devem ser bancados por doadores privados.
O contrato com a LG inclui palestra de 40 minutos, fechada à imprensa, e jantar com clientes e diretores.
“Lula é uma figura global e representa o crescimento da economia brasileira nos últimos anos”, exaltou o gerente-geral de marketing da empresa, Humberto de Biase.
A empresa anunciará produtos da linha branca (eletrodomésticos), de olho na ascensão da classe C.
AMIGOS COREANOS
O petista mantém boas relações com a fabricante desde a Presidência. Ele participou da inauguração da segunda fábrica do grupo em Taubaté (SP), em julho de 2005. No discurso, tratou os executivos como “nossos amigos coreanos da LG”.
Apesar da proximidade com Lula, a empresa teve embates em 2009 com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, que é filiado à CUT.

Brasil mantém o 88º lugar mundial no ranking da educação


Apesar de o combate ao analfabetismo no País ser um exemplo, há muitas crianças fora da escola e 14 milhões de pessoas sem saber ler

O Brasil manteve a mesma posição do ano passado e ficou no 88º lugar, entre um total de 127 países de todo o mundo, no ranking do ensino, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global, preparado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Com isso, o País fica entre as nações consideradas de nível médio de desenvolvimento na área, atrás de vizinhos sul-americanos como Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia.

A classificação foi feita a partir de índice criado para medir o desempenho das nações em relação a metas de qualidade para 2015 estabelecidas na Conferência Mundial de Educação de Dacar, em 2000.

Dos países analisados, o sul-americano mais bem colocado é o Uruguai, que fica em 36º lugar, seguido da Argentina, 38ª colocada.

No sub-continente, a pior colocação é do Suriname, em 92º lugar, único da América do Sul em posição pior que a do Brasil.

O primeiro lugar da lista é o Japão, seguindo por Reino Unido, Noruega e o surpreendente Casaquistão, que aparece logo à frente de França e Itália e Suíça.

Entre os objetivos a serem atingidos estão ampliar a educação infantil, universalizar o ensino primário, combater as desigualdades de gênero na área e melhorar a qualidade.

O Relatório de Monitoramento Global, lançado ontem, em Nova York, na Organização das Nações Unidas (ONU), mostra como cada nação está se saindo em relação a esses objetivos.

O programa de combate ao analfabetismo no Brasil é apontado como um exemplo, embora o País tenha cerca de 14 milhões de pessoas sem saber ler e escrever.

Os dados mostram que o governo brasileiro entrar entre os que mais aumentaram seus investimentos em educação.

O documento mostra que o Brasil ainda tem muitas crianças fora da escola e que essa quantidade pode subir se a inclusão não for acelerada.

Conflitos armados
O documento da Unesco trata ainda de conflitos armados e revela que retiram 28 milhões de crianças das salas de aula.

A situação é agravada porque 21 países gastam mais com a área militar do que com o ensino primário.

O texto defende também uma maior ajuda das nações desenvolvidas para combater o problema. (das agências de notícias)

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA
A educação é o desafio maior das políticas públicas no Brasil. Desde a década de 1990, houve fortes investimentos para a universalização da educação básica. Mas os professores ainda são mal remunerados e a qualidade das escolas públicas deixa muito a desejar.


RANKING DA EDUCAÇÃO

Na América do Sul

PAÍS POSIÇÃOUruguai 36º
Argentina 38ª
Chile 49º
Colômbia 71ª
Peru 72º
Venezuela 74ª
Paraguai 77º
Bolívia 78ª
Equador 80º
Brasil 88º
Suriname 92º

No mundo
Japão 1º
Reino Unido 2º
Noruega 3ª
Casaquistão 4º
França 5ª
Itália 6ª
Suíça 7ª
Croácia 8ª
Holanda 9ª
Eslovênia 10ª

O que entra no cálculo
Matrículas no ensino primário
Taxa de analfabetismo
Igualdade de gênero na educação
Taxa de alunos que chegam ao 5º ano

Hipocrisia sem limite - Artigo do Messias Pontes para 02.03.11


Os ventos libertários que varrem o Oriente Médio e o norte da África carregam também uma hipocrisia ilimitada nos ombros dos Estados Unidos. Costumasses praticantes de crimes contra a humanidade – e a história está prenhe de exemplos -, os norte-americanos agora se arvoram de defensores dos direitos humanos naquela região, notadamente na Líbia. Na realidade, o imperialismo ianque está interessado mesmo é no petróleo e gás líbio, um dos maiores produtores mundiais.
É oportuno lembrar que os países aliados dos Estados Unidos na região são os que mais desrespeitam os direitos humanos e mantêm a população na maior miséria mormente a grande riqueza que possuem justamente advinda do petróleo e do gás natural. É por todos sabido que os Estados Unidos não têm amigos, têm interesses, e isto foi dito sem arrudeios ou meias palavras pelo então presidente Harry Truman, um dos maiores carniceiros do mundo.
As atrocidades cometidas pelos invasores ianques no Vietnã (1959/1975) contra a população civil – crianças, mulheres e velhos – continuam vivas na memória der todos que acompanharam com indignação os crimes mais brutais. No povoado de Mi Lai, as tropas ianques mataram todos os moradores – crianças, mulheres e idosos, sob o argumento que todos eram vietcongs em potencial.
Recentemente, com a invasão do Iraque, exatamente há oito anos (março de 2003), mesmo contrariando determinação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que afirmou não existirem armas de destruição em massa, o então presidente George W. Bush decidiu invadir aquele país e matar todos os seus líderes, começando pelo presidente Saddam Hussein. A prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, foi palco das mais cruéis torturas contra os prisioneiros acusados de “inimigos” dos Estados Unidos. Nos últimos oito anos morreram mais de um milhão de iraquianos e milhares  de norte-americanos, muitos dos quais se suicidaram.
 A base militar estadunidense em solo cubano, Guantánamo é outro centro de tortura, considerada a pior prisão do mundo. Lá encontram-se centenas de suspeitos de terrorismo, a maioria de origem árabe acusada de ter participado, direta ou indiretamente do atentado de 11 de setembro de 2003 em Nova Iorque quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas e outro contra o Pentágono. Ali os presos são mantidos com os olhos vendados que os deixam sem noção de tempo. Também sobre eles os carrascos ianques jogam água gelada durante a madrugada, impedindo-os de dormir. Enfim praticam as mais bárbaras torturas.
Saddam Hussein já foi grande aliado dos Estados Unidos, sendo por estes financiado e armado para atracar o Irã em 1980. Osama Bin Laden é outro amigo que foi financiado e armado pelo imperialismo estadunidense para combater as tropas invasoras da então União Soviética no Afeganistão, mas hoje é o seu pior inimigo, cassado diuturnamente. Os imperialistas prometem muito dinheiro para quem der o paradeiro do ex-amigo, hoje considerado por eles como o maior terrorista do mundo.
Se existe no mundo país que não pode se arvorar de defensor dos direitos humanos, este são os Estados Unidos da América do Norte. Todas as sanguinárias ditaduras militares da América Latina, em especial na América do Sul, nos anos 60 e 70 do século passado, foram financiadas pelos imperialistas estadunidenses. A maioria dos militares golpistas da América Latina passaram pela Escola das Américas, no Panamá, na verdade um centro de formação e treinamento de torturadores.
O mais recente golpe militar em Honduras, na madrugada de 28 de junho de 2009, quando o presidente Manuel Zelaya foi seqüestrado e deportado ainda de pijama, teve o aval do Pentágono. Ali milhares de pessoas foram presas e cruelmente torturadas, sendo centenas delas mortas pelo exército e por paramilitares pagos com os dólares de Washington.
Contra a vontade dos povos, o imperialismo norte-americano mantém 865 bases militares em 40 países e projeta a instalação de sete outras na vizinha Colômbia, sob o argumento de combater a narcoguerrilha fronteiriça. Tudo uma farsa. Um dos objetivos é invadir a vizinha Venezuela e destituir o presidente Hugo Chaves. Aliás, já o destituíram em 12 de abril de 2002, mas o povo o reconduziu ao poder, desmascarando os golpistas e seus padrinhos. Eles estão de olho no petróleo e gás da Venezuela e no pré-sal no Brasil, tendo reativado a IV Frota naval.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak caiu depois de 18 dias de protestos, e em nenhum momento o presidente Barack Obama o chamou de ditador e exigiu a sua destituição. Contudo, tão logo se iniciaram os protestos contra o presidente líbio Muamar Kadhafi, Obama anunciou severas sansões contra a Líbia e exigiu a imediata saída de Kadafi e está ameaçando intervir militarmente. Para tanto, as forças armadas dos Estados Unidos estão reposicionado equipes aeronavais nos arredores de Trípoli, prontas para invadirem e “defenderem” os direitos humanos naquele país. Na realidade, fazerem com Kadafi e seus aliados o que fizeram com Saddam Hussein e seus ministros no Iraque.
Quanta hipocrisia!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Casa do Mel é construída em Vila Nova Serrota


A Unidade de Extração dos Produtos das Abelhas, normalmente denominada “Casa do Mel”, está na fase final de sua construção, na comunidade de Vila Nova Serrota, em Pentecoste. 

Resultado de uma parceria entre a ADEL, ETENE/FUNDECI/BNB, Prefeitura e Associação Comunitária dos Apicultores de Vila Nova Serrota (AVNAPIS), a unidade tem o acompanhamento e orientação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A construção da Unidade de Extração dos Produtos das Abelhas é um dos produtos do Projeto Apicultura Integrada e Sustentável, que tem como objetivo aumentar a produtividade e rentabilidade da produção apícola, por meio da organização e estruturação da cadeia produtiva. 

As principais metas são o treinamento e capacitação dos apicultores em manejo geral, produção de própolis, rainhas, boas práticas, beneficiamento, conservação e custo de produção. 

Segundo Adriano Batista, Diretor Técnico da ADEL, trabalhar com os pequenos apicultores a organização e reestruturação da cadeia traz bons resultados, pois a apicultura é uma atividade socialmente justa e ambientalmente correta.

“Esta unidade vai contribuir bastante com o desenvolvimento da cadeia produtiva na comunidade, pois ao manipular os produtos alimentícios de forma higiênica e segura, os produtos terão mais qualidade”, enfatiza Adriano.
 
Fonte: Adel

Adel implantará Agroindústria em Pentecoste

Pequenos agricultores de Pentecoste (CE) ganharão uma agroindústria de processamento de produtos derivados de carnes caprina e ovina, equipada com serra elétrica, moedor de carne, misturador de massa, freezer, embutideira e balança elétrica digital.

Com o projeto “Tecnologia de Processamento da Carne Ovinocaprina em Pentecoste”, a Adel é umas das entidades selecionadas em edital do Programa de Pesquisa e Difusão de Tecnologias para Caprinos e Ovinos do Banco do Nordeste.

A agroindústria de processamento de Pentecoste será administrada por um grupo gestor composto pela Associação dos Produtores de Rancho dos Moços, Adel e Banco do Nordeste. O projeto prevê o treinamento dos agricultores na produção de embutidos e cortes padronizados de carnes e acompanhamento técnico especializado aos produtores.

O projeto liderado pela Adel contará com R$ 49 mil do Banco do Nordeste, através do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) e do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).

Segundo o diretor da Adel, o economista Wagner Gomes, o projeto visa dar oportunidades de qualificação da mão de obra local, bem como agregação de valor da caprinovinocultura no âmbito da agricultura familiar. 

“Esta ação incluirá economicamente agricultores familiares na cadeia de produção da caprinovinocultura de corte no município de Pentecoste” enfatiza, Wagner.
 
Fonte: ADEL

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conheçam o primeiro Doutor do PRECE


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

  JOSÉ NOBERTO SOUSA BEZERRA
José Noberto Sousa Bezerra nasceu aos 18 de outubro de 1974, na localidade riacho do Serrote, Apuiarés. Filho do falecido e agricultor, Felisberto Lopes Bezerra e da costureira Maria Anésia Sousa Bezerra, iniciou os estudos numa escola anônima, dando continuidade da alfabetização até a 4ª série, na escola Nely Ribeiro Luz, em Canafistula, Apuiarés.
Noberto não pode prosseguir seus estudos, pois seu pai precisava de apoio no trabalho da roça e o convocou juntamente com seus irmãos para fazê-lo. Posteriormente, por gostar de futebol e desmotivado para os estudos, foi incentivado por alguns amigos, para ir morar na casa de parentes em Fortaleza e treinar no time juvenil do Ceará “Sporting Club”. Lá permaneceu durante três meses, mas as dificuldades de manter-se obrigou-o a retornar para a casa de seus pais.  
Sua obsessão pelo futebol levava-o a participar de torneios e campeonatos de futebol, ocasião em que teve a oportunidade de conhecer o Professor Manoel Andrade Neto, organizador de um campeonato da localidade, que o incluiu em uma seleção para representar a comunidade nas competições municipais. Em outubro de 1992, Noberto foi residir em Fortaleza com o referido professor com o objetivo de novamente treinar no time do Ceará Sporting Clube e nesse período foi incentivado pelo professor a reiniciar seus estudos.
Já com 18 anos e sem esperança de se profissionalizar no futebol, apenas com a 4a série primária e  fora da faixa etária, resolveu o seguir o conselho do professor e recomeçar seus estudos no Centro de Estudos para Jovens e Adultos em Fortaleza, para concluir o ensino fundamental. Para iniciar os estudos por esse sistema, Noberto teve que participar de um teste de sondagem no qual ficou reprovado na disciplina de português. Pouco tempo depois, após estudar bastante em casa participou de uma nova sondagem e conseguiu aprovação habilitando-se para se matricular no CEJA. Porém, após conseguir aprovação nos primeiros testes, teve que retornar o sertão de Apuiarés onde morava seus pais, pelo fato de seu amigo e também anfitrião professor Andrade casar-se, e por força das circunstâncias não poder mais hospedá-lo naquele período.
Mesmo no interior, Noberto já consciente da necessidade de estudar e motivado o suficiente para isso, em julho de 1993 matriculou-se no supletivo na cidade de Pentecoste onde concluiu o ensino fundamental. Em meados de outubro de 1994, foi convidado pelo professor Andrade para fazer parte de um grupo de estudos na comunidade de Cipó, do qual originou-se o hoje conhecido Programa de Educação em Células Cooperativas (PRECE). Nesse ano, ele ingressou em um curso de datilografia ofertado pelo PRECE e monitorado por um de seus alunos, o atual pedagogo Francisco Antonio Alves Rodrigues.
As atividades educacionais do PRECE, naquela ocasião funcionavam em uma casa-de-farinha praticamente abandonada (atual sede do Escola Popular Cooperativa Cipó e do PRECE), distante sete quilômetros de sua residência  onde Noberto não somente estudava com seus colegas mas também lá residia. Noberto, juntamente com seus companheiros, eram orientados e estimulados pelo prof° Andrade, e dia-a-dia alimentavam a esperança de concluir os ensinos fundamental e médio para futuramente, ingressarem em uma universidade.
Em 1997, em fase de conclusão do Ensino Médio pelo Supletivo, Noberto resolveu prestar vestibular na Universidade Federal do Ceará (UFC), para o curso de Educação Física, mas não logrou êxito.
Em 1998, foi aprovado no vestibular da UFC, para o curso de Licenciatura em Química e  através do programa de residência da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, Noberto conseguiu Residência e Alimentação durante o período em que foi estudante universitário. Foi bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas na modalidade de iniciação a pesquisa trabalhando na área de Fitoquímica (Química de Plantas) e no PRECE  foi tesoureiro e professor de Química Geral no Pré-vestibular e um dos fundadores e colaborador da Escola Popular Cooperativa de Canafístula, sua comunidade de origem.
Em 2004, foi aprovado para o Mestrado na UFC, na área de Química de Produtos Naturais, com um projeto para Estudo Fitoquímico de Petiveria Alliaceae, popularmente conhecida como Tipi.
Em 2005, casou-se com Ana Beatriz, do Município de Apuiarés.
Em 2006, já tendo concluído o mestrado, consegue ser aprovado para o Doutorado, na mesma área em que fez o mestrado.
Em 2007, nasce o primeiro filho do casal, Pedro Artur.
Recentemente, concluiu seu mandato como Presidente do Instituto Coração de Estudante, entidade criada em 2003, pelos estudantes universitários do PRECE. Outra evento excelente nos últimos meses foia chegada de seu segundo filho.
Sua luta com perseverança e determinação, aliada a sua honestidade de princípios e propósitos, têm atraído muitos outros jovens de sua comunidade a participar do PRECE e seguir o caminho da educação. Pode-se afirmar sem a menor sombra de dúvida, que ele tem sido e será um exemplo vivo a ser seguido e imitado.   Essa foi um pouco da história de um dos sete primeiros estudantes e o primeiro Doutor do PRECE. 
   
Fonte: http://prece-ce.blogspot.com/p/quem-somos-nos.html


MEC negocia verba extra para que piso salarial do professor seja respeitado


Municípios e estados alegam falta de recursos para cumprir lei que fixa salário para categoria

Prestes a completar três anos, a Lei 11.738 de julho de 2008, que determinou a criação do piso salarial nacional para os professores da rede pública da educação básica, ainda está longe de se tornar realidade. Apesar de não existirem pesquisas oficiais sobre o assunto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE) garante que nenhum estado ou município cumpre a lei. Os motivos são muitos e vão desde a falta de recursos à alegação de inconstitucionalidade da legislação.

Para fazer valer o piso, ao menos uma desculpa está sendo combatida pelo governo federal: a falta de recursos dos municípios. O ministro da educação, Fernando Haddad, se encontrou ontem com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a CNTE para discutir formas de facilitar o repasse de recursos para municípios que alegam não ter como pagar o piso sem ferir a lei de responsabilidade fiscal - que determina que não se pode gastar mais de 54% coma folha de pagamento.

Nos próximos dias, uma portaria definindo normas claras sobre o repasse será publicada. "A reunião foi muito produtiva, fizemos um acordo que vai facilitar o acesso dos municípios aos recursos do governo federal", disse Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime, que está ciente de que a liberação verba não é suficiente para garantir o cumprimento da lei. "Muitos municípios tentaram obter os recursos antes, mas não conseguiram se adaptar à exigências como a que exige a implantação de um plano de carreira para os professores, o que é previsto em lei", explica Sanches.

A expectativa de Sanches é que definido o repasse de recursos, as prefeituras comecem a se movimentar para atender à lei e com isso seja possível fazer um levantamento dos que conseguem cumpri- la ou não.

Por enquanto, segundo Roberto Leão, presidente do CNTE, não há incentivo para que estados e municípios se preocupem com o tema. "Eles não pagam porque a lei do piso está sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2008."

A Lei 11.738 foi contestada por cinco estados - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará - e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) tramita no STF. O parecer preliminar do ministro é de que o piso deveria ser instituído pela lei e passaria a valer a partir de janeiro de 2009, até que fosse julgado. O STF informa que ainda não há prazo para o julgamento. "Isto mostra que o discurso de que a educação é prioridade não vale para o Brasil", diz Leão.

E esta não é a única questão relativa ao piso que aguarda votação. Está na câmara um projeto de lei que muda a forma de remuneração do piso,uma vez que, desde que foi lançado, não existe consenso sobre o valor de correção. "Vários projetos sobre educação foram votados de forma emergencial no final do ano passado, mas este ficou de lado", lembra Leão. "Será que alguém acha que pagar R$ 1,5mil para um professor é um valor tão alto assim?"

AS POLÊMICAS PARA DEFINIÇÃO DO PISO

Valor da remuneração não é consenso

A confederação dos professores defende que o piso seja reajustado para R$ 1.597,00 neste ano. O valor é baseado no aumento anual mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica que foi de 21,71% em 2010. Em 2008, o piso definido pelo governo era de R$ 950. Hoje, a Undime defende R$ 1.312.85.

Horário dedicado a atividades extras
Pela nova proposta, o professor com jornada de 40 horas cumprirá 27 horas em sala de aula e treze em atividades extra classe. Em São Paulo, por exemplo, cujo piso é superior ao da lei federal (R$ 1.844,15), para se cumprir a nova jornada é necessário a contratação de mais 60 mil profissionais, segundo levantamento da Apeoesp.

Cinco estados contestam a constitucionalidade da lei que fixa o piso para o salário dos professores. O processo tramita no STF desde 2008 e não tem data para ser analisado.

MEC vai referendar alta de 15,8% no piso nacional dos professores

Autor(es): Luciano Máximo | De São Paulo
Valor Econômico - 23/02/2011

O piso salarial dos professores da rede pública de todo o país será de R$ 1.187,97 em 2011. O valor representa alta de 15,84% sobre os R$ 1.024,67 adotados no ano passado. O reajuste será referendado pelo Ministério da Educação (MEC) em documento que será publicado amanhã como forma de orientar Estados e municípios. Além disso, o ministro Fernando Haddad revelou que também divulgará instrução que flexibiliza critérios para a liberação de recursos federais a cidades sem capacidade de caixa para cumprir a lei do piso. A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) estima que cerca de 500 municípios brasileiros terão problemas para cobrir o aumento - a regra contempla docentes com nível médio em jornadas de trabalho semanais de 40 horas.
Em conformidade com a lei do piso nacional do magistério - Lei 11.738, de 2008 -, o reajuste de 15,84% segue a variação, no período anterior, do custo anual mínimo por estudante, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Apesar desse valor já ser conhecido desde dezembro de 2010, ainda há dúvidas sobre o percentual de aumento do piso e quando deve ser concedido.
Na opinião de especialistas em políticas educacionais, falhas na formulação da lei e ações na Justiça, somadas à revisão para baixo das receitas tributárias de Estados e municípios em 2009, causaram confusão sobre a interpretação da legislação, mesmo depois de três anos de sua entrada em vigor.
"Vamos fazer como no ano passado, divulgar uma nota sobre as regras de cálculo do piso, em resposta a consultas de entidades educacionais e governos. Como a lei não estabelece que o MEC decrete o aumento, nós respondemos às demandas e isso passa a ser referência", explica o ministro da Educação. Haddad lembra que um projeto de lei do Poder Executivo, que altera a lei do piso, está em tramitação na Câmara dos Deputados e dará ao MEC a competência de decidir anualmente o valor do piso e mudar a vigência do reajuste, de janeiro para maio.
O assessor de financiamento educacional da Undime Luiz Araújo, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), acrescenta que o projeto de lei prevê que a atualização do piso não poderá ser inferior à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior à previsão do reajuste. "Se o custo mínimo por aluno do Fundeb for baixo, os trabalhadores terão pelo menos reposição da inflação."
Apesar de considerar a lei do piso um avanço, Araújo diz que as regras apresentam "vazios legislativos" importantes. "Como fazem uma lei sem indicar quem decreta o reajuste? Além disso, a lei do piso não segue uma das metas do Plano Nacional de Educação, a de garantir reajustes ao magistério de modo a equiparar o ganho dos professores à referência salarial de outras categorias do serviço público, de acordo com a escolaridade."
Junto com a divulgação do novo piso dos professores, o MEC vai anunciar a flexibilização dos repasses federais a municípios que não dão conta de cumprir a lei do piso. O secretário estadual de Educação de Sergipe, Belivaldo Chagas, disse que, dos 75 municípios do Estado, apenas 5 podem pagar o piso. "Para ter acesso aos recursos da complementação do Fundeb, o MEC exigia dos municípios gastos de 30% com educação, enquanto a Constituição exige 25%", ilustra Chagas.
Haddad disse ao Valor que esse e outros critérios foram amenizados para que os municípios mais pobres tenham acesso à verba de cerca de R$ 1 bilhão, da complementação da União para garantir o pagamento de salários do magistério.

MEC anuncia piso de R$ 1,187,97 para professores

“O Ministério da Educação (MEC) anuncia hoje o novo valor do piso salarial nacional dos professores do ensino básico — R$ 1.187,97 — e a redução de exigências para ajudar prefeituras que dizem não ter dinheiro para pagar o salário mínimo do magistério. O reajuste será de 15%, índice calculado com base em interpretação da lei feita pela Advocacia-Geral da União.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) contesta o valor divulgado pelo MEC e diz que o piso deveria ser de R$ 1.597 mensais, em 2011. Divergência semelhante já tinha ocorrido no ano passado.
Sindicalistas discordam da interpretação endossada pelo MEC, prefeituras e governos estaduais.
A lei aprovada pelo Congresso fixa como parâmetro o aumento de gasto por aluno/ano no Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica).
A divergência é se deve ser considerada a variação do ano anterior, isto é, de 2009 e 2010, ou a atual, de 2010 para 2011. A AGU argumenta que, em 2011, só existe uma estimativa de receita e que seria temerário dar um reajuste com base em previsões. Já a CNTE diz que a lei é clara e fala no ano atual.
O piso nacional é definido anualmente. Em 2010, era de R$ 1.024,67 mensais. Ele corresponde à remuneração mínima de professores com jornada semanal de 40 horas e formação de nível médio (curso de magistério).
Em tese, profissionais com diploma de nível superior deveriam ganhar mais, o que nem sempre ocorre.”
(O Globo)


Fortaleza continua rebelde - Artigo do Messias Pontes para 23.02.11


A Capital cearense notabilizou-se, desde o século XIX, como a cidade rebelde, libertária. Foi aqui, no dia 27 de janeiro de 1981, que o pescador Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, com sua ousadia e coragem paralisou o mercado escravista no porto de Fortaleza. Bradou ele, na ocasião: “A partir desta data nenhum negro escravo embarca ou desembarca neste porto”.
A paralisação do porto demorou cinco dias. Estava dado o mote para a libertação dos escravos no Ceará em 25 de março de 1984, quatro anos antes da Lei Áurea, assinada pela Princesa Izabel, libertando todos os escravos no território brasileiro. A partir daquela data Chico da Matilde passa a ser chamado de Dragão do Mar, e o Ceará de Terra da Luz.
A partir de então Fortaleza protagonizou inúmeros atos de rebeldia e de liberdade. E continua. Durante a ditadura militar (1964/1985), Fortaleza assistiu a muitas batalhas de rua contra a repressão. Foi a primeira cidade no Brasil a colocar milhares de pessoas nas ruas – a maioria estudante – protestando contra a prisão dos congressistas da UNE     em Ibiúna, São Paulo, em 12 de outubro de 1968.
O auditório da Faculdade de Direito da UFC foi palco de inúmeros e emocionantes eventos contra a ditadura militar: palestras, debates, shows - sempre lotado. Todas as emoções vividas naquela época foram revividas na última sexta-feira 18. Com mais de mil pessoas, a maioria jovens estudantes, o auditório da Faculdade de Direito da UFC ficou pequeno para ouvir dois ícones do jornalismo brasileiro: Valdomiro Borges e Paulo Henrique Amorim.
Os dois participaram, a convite do Instituto Nordeste XXI e da revista do mesmo nome, do XXI Ciclo de Debates Nordeste Vinte e Um. Em seu blog, PHA descreveu o evento como “o inesquecível encontro de blogueiros sujos em Fortaleza...”. O editor da revista NE21, Francisco Bezerra, que com determinação e coragem ousou trazer os dois, se disse impressionado com a presença e empolgação da platéia. “Eu temia não conseguir lotar este auditório”, confessou Bezerrinha.
Miro Borges foi quem articulou a histórica entrevista do presidente Lula com os blogueiros progressistas de todo o País, no ano passado. Ele veio lançar o Centro de Estudo de Mídia Alternativa Barão de Itararé. É a terceira cidade onde fez o lançamento. Ele enfatizou, emocionado, que Fortaleza lhe surpreendeu pelo número de participantes, sendo superior a São Paulo e Belo Horizonte. Miro nomeou Francisco Bezerra para iniciar o debate, em Fortaleza, sobre a criação aqui do Barão de Itararé. Hoje acontece reunião-almoço com vários blogueiros cearenses para tratar do assunto.
Paulo Henrique Amorim chamou a atenção dos presentes para o que enfatizou ser os cinco crimes capitais da Globo, quais sejam: a TV dos Marinho começou como infratora, pois se tratava de uma extensão do grupo estadunidense Time-Life; a coonestação, em 1982, da fraude montada pelo governo Figueiredo com a empresa de “tecnologia” chamada Proconsult, para derrotar Leonel Brizola e dar a vitória ao candidato da ditadura, Moreira Franco, no Rio de Janeiro; esconder do público a campanha das Diretas-Já, anunciando no jornal nacional que uma multidão na Praça da Sé, em São Paulo, comemorava o aniversário da cidade; a criminosa edição do jornal nacional às vésperas da eleição presidencial de 1989, com os melhores momentos de Collor de Mello e os piores de Lula; e por fim a omissão do desastre da Gol, em 2006, em que morreram 154 brasileiros, e a mostra, à exaustão do dinheiro dos aloprados, levando a eleição para o segundo turno em 2006 com o candidato tucano Geraldo Alckmin.
Eu acrescentaria o 6º crime da Globo: a manipulação do desastre da TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 17 de julho de 2007, quando morreram 199. Uma amestrada da Globo chamou o presidente Lula de criminoso, afirmando ser ele o responsável pela morte das 199 pessoas a bordo do voo da TAM. Posteriormente a perícia provou ter sido erro do piloto. Para o presidente Lula foi o pior momento dos seus dois governos.
Miro Borges e Paulo Henrique Amorim deixaram Fortaleza não só impressionados, mas com a certeza de que a luta pela regulação e democratização da comunicação está mais fortalecida que nunca, já que aquela juventude que lotou o auditório está disposta a ocupar ruas e praças para exigir do Congresso Nacional a aprovação da regulação da comunicação no Brasil a exemplo do que ocorreu nos chamados países de primeiro mundo como os Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Portugal, Espanha, Alemanha e muitos outros.
Fortaleza vai mostrar ao Brasil, mais uma vez, a sua rebeldia contra a ditadura midiática e na defesa da democracia.